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terça-feira, 9 de setembro de 2014

Você não está Aqui

Isso de tentarmos distinguir
Paraíso de Inferno
Céu azul de dor
Real de imaginário
Não combina conosco
Somos imperfeitos, somos humanos.

Nós estamos delirando
Não existem fantasmas
O Planeta está mais cinza, sim!
Esta brisa que sopra, não é real. 
E esta embate para o qual nos chamam
Não precisa ser atendido.

A realidade é outra agora
Você não está aqui
Estamos em direções contrárias
Estradas diferentes, 
Caminhos estranhos

Eu queria que estivesse aqui,
Mas não está, 
Mas estou seguindo o caminho conforme o combinado
Talvez nos encontremos em um cruzar de ruas
Em uma curva da vida qualquer.

sábado, 16 de agosto de 2014

Nada me Faltará


E esta semana tive a satisfação de ler o livro Nada me Faltará de Lourenço Mutarelli, indicação de um querido amigo.

Trata-se de um livro interessante que realmente prende a atenção e aguça nossa liberdade de pensar e idealizar os diferentes direcionamentos que a estória pode nos proporcionar.

Um caso policial, sem mortos e sem suspeitos, mais ou menos isso. Ou ainda, um caso policial com mortos, feridos e bandidos.

Eu convido vocês à lerem o livro e quem sabe formarmos um fórum de debate no futuro, me parece que teremos assunto, uma vez que as coisas podem ser entendidas de diferentes pontos de vista.

domingo, 10 de agosto de 2014

As Mãos do Meu Pai

As Mãos do Meu Pai

As tuas mãos tem grossas veias como cordas azuis
sobre um fundo de manchas já cor de terra
— como são belas as tuas mãos —
pelo quanto lidaram, acariciaram ou fremiram
na nobre cólera dos justos...

Porque há nas tuas mãos, meu velho pai,
essa beleza que se chama simplesmente vida.
E, ao entardecer, quando elas repousam
nos braços da tua cadeira predileta,
uma luz parece vir de dentro delas...

Virá dessa chama que pouco a pouco, longamente,
vieste alimentando na terrível solidão do mundo,
como quem junta uns gravetos e tenta acendê-los contra o vento?
Ah, Como os fizeste arder, fulgir,
com o milagre das tuas mãos.

E é, ainda, a vida
que transfigura das tuas mãos nodosas...
essa chama de vida — que transcende a própria vida...
e que os Anjos, um dia, chamarão de alma...

(Mario Quintana)




terça-feira, 5 de agosto de 2014

O Pra Sempre Sempre Acaba


E nasceram no mesmo hospital,estudaram juntos nas
mesmas escolas, brincaram no mesmo clube, tinham vários amigos em comum. 


Cresceram, e se deram conta do quanto tinham em comum, namoraram, fizeram planos juntos para o futuro, foram felizes para sempre...

... Mas o pra sempre, sempre acaba.

E nunca mais foram vistos juntos!

 



quarta-feira, 2 de julho de 2014

Tua Carne Nua e Crua

Tua carne nua e crua eu como
E tomo o teu suco, sugo tudo
E te chupo só pra ver você gozar
Azar de quem não quer ouvir
De quem não pode te sentir
De quem não pode gozar em ti
Aqui no corpo deste louco
Jorra o teu amor jocoso
Gozo de prazer que ferve como o fogo na fogueira
Eira e beira do teu corpo, perna, peito, coxa e rosto.
Foscos ficam teus olhos quando te vejo gozar...
Minha pele eu olho embaixo da tua unha
Que me arranha, corta, sangra e estanca 
É tanta manha que me arrepia
Sorria suada escorregadia, molhada, e a língua ainda falava.
Fala mais que eu estou muito excitado 
Amarrada na minha cama, de dia ela é uma dama
À noite é uma prostituta que me ama.
Clama a fama que eu carrego ereto até eu olhar certo
Credo que eu também prego, ponto G não é secreto
Certo é ser sempre discreto, duro, rijo e direto...

(Texto de Alex Gomes)






terça-feira, 17 de junho de 2014

Suave e Ardente Querer

“Suave e Ardente Querer”.

Querer ou não querer eis a questão
Eu e você, sim ou não
No Flamenco ardente mão tão suave
Mas quente seguro entre os dentes
E no afã cito Djavan
Se com Camões o fogo que arde sem se ver
Prefiro ver o fogo queimando na poesia em pé no RV Café
Lulu e sua mais um de amor, entrega uma flor
Enquanto o liquidificador aciona mais uma batida
Toc toc é nosso coração batendo
Fazendo dengo na perfeição do Flamenco
Suave e Ardente querer
Suave ás vezes
Querer de vez enquanto
Ardente sempre e sempre....
No ventre da poesia mínima alegria
Brilha com as estrelas presentes
Que nos brindam com seu brilho tão irreverente e tão quente.....
Suave e ardente querer......
Querer ou não querer eis a questão.....


Alex Gomes




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