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domingo, 28 de setembro de 2014

Exposição Moacyr Scliar - O Centauro do Bom Fim

E em 23 de setembro de 2014, tive a satisfação de visitar a Mostra no Santander Cultural (Porto Alegre, RS), imperdível!

"Esquecimento é quando a gente não sabe onde deixou a chave do carro. Alzheimer é quando a gente encontra a chave do carro, mas não sabe pra que serve."

A exposição inicia-se com o Túnel, a origem de tudo, a representatividade do oceano.




Chega-se em seguida a um passeio pelo Bom Fim, bairro em que o escritor passou sua infância.

"Sorria pode ser portanto, um bom conselho, na medida em que o sorriso, atributo caracteristicamente humano, possa ser indicador do sentimento de felicidade."








Aqui, temos imagens de réplicas da sua vida familiar, sua infância, seus hábitos de leitura.

"O importante é o sorriso, a pureza da criança; O importante e conservarmos a criança em nós"





"Convenhamos, a independência dos filhos é, ao fim e ao cabo, um triunfo para os pais."











"Precisamos acordar todas as manhãs com o olhar brilhante, mesmo que haja chuva renascendo de todo o passado, pois o presente é o tempo de amar, é o tempo de viver, de perdoar e de ser perdoado."

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Pensamentos de Mil Anos

Ela sabia que estava lá, em algum lugar, próximo o bastante, mas não o suficiente para tornar-se palpável.

Naquela aparente indiferença, naquele momento tão 'tanto faz' pelo qual passava, ela sabia que sim, tudo fazia diferença.

Eram dias estranhos aqueles, não havia dor, saudade, lágrimas, anseios ou desejos, tudo parecia distante, quase imperceptível, mas estava lá, em algum lugar.

No olhar de uma criança, no sorriso inocente, no abraço carinhoso da família, tudo parecia fazer todo o sentido agora, mas ainda assim... distante.

Não entendia dormir e acordar pensando na mesma pessoa, não discernia mais a ausência ou a distância, o tempo não mais existia.

Já não olhava mais os perfis nas redes sociais, isso não parecia tão importante, mas não conseguia esconder a alegria quando recebia notícias de que ainda existia, de que ainda estava lá, e poderia ser tocado, amado.

Sabia que lá, ninguém poderia roubá-lo, ele nunca iria embora, nunca sumiria, não haveria distância, ele estava bem preso aos seus pensamentos, e isto lhe bastava.

Claro que não haviam mais lágrimas, ela já o tinha, ele já lhe havia dado o que tinha de mais precioso no mundo, ele lhe dera vida, uma vida inigualável. 

O tempo não dominava isso, o tempo não entende nada disso, esse era um assunto diferente, o ontem e o hoje se fundiam lentamente, dando lugar a uma realidade única, mágica, inesquecível.

É fácil entender, eu explico: ainda ontem tinham nove anos, brincavam na escola. Mas tão rápido foi cresceram, floresceram, foram além das expectativas, nunca duraria tanto, nunca seria tão lindo se outras pessoas tivessem notado, nem eles notaram.

Sempre lá, sempre juntos, e nem viram isso acontecer. Lindos príncipe e princesa de um mundo esquecido, heróis de uma guerra que nunca tem fim. O tempo realmente não domina este lugar, porque mil anos já se passaram, e com certeza mais mil passarão, e eles ainda estarão ali, um no outro...

Em seus pensamentos, o lugar mais seguro onde se pode estar.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Você não está Aqui

Isso de tentarmos distinguir
Paraíso de Inferno
Céu azul de dor
Real de imaginário
Não combina conosco
Somos imperfeitos, somos humanos.

Nós estamos delirando
Não existem fantasmas
O Planeta está mais cinza, sim!
Esta brisa que sopra, não é real. 
E esta embate para o qual nos chamam
Não precisa ser atendido.

A realidade é outra agora
Você não está aqui
Estamos em direções contrárias
Estradas diferentes, 
Caminhos estranhos

Eu queria que estivesse aqui,
Mas não está, 
Mas estou seguindo o caminho conforme o combinado
Talvez nos encontremos em um cruzar de ruas
Em uma curva da vida qualquer.

sábado, 16 de agosto de 2014

Nada me Faltará


E esta semana tive a satisfação de ler o livro Nada me Faltará de Lourenço Mutarelli, indicação de um querido amigo.

Trata-se de um livro interessante que realmente prende a atenção e aguça nossa liberdade de pensar e idealizar os diferentes direcionamentos que a estória pode nos proporcionar.

Um caso policial, sem mortos e sem suspeitos, mais ou menos isso. Ou ainda, um caso policial com mortos, feridos e bandidos.

Eu convido vocês à lerem o livro e quem sabe formarmos um fórum de debate no futuro, me parece que teremos assunto, uma vez que as coisas podem ser entendidas de diferentes pontos de vista.

domingo, 10 de agosto de 2014

As Mãos do Meu Pai

As Mãos do Meu Pai

As tuas mãos tem grossas veias como cordas azuis
sobre um fundo de manchas já cor de terra
— como são belas as tuas mãos —
pelo quanto lidaram, acariciaram ou fremiram
na nobre cólera dos justos...

Porque há nas tuas mãos, meu velho pai,
essa beleza que se chama simplesmente vida.
E, ao entardecer, quando elas repousam
nos braços da tua cadeira predileta,
uma luz parece vir de dentro delas...

Virá dessa chama que pouco a pouco, longamente,
vieste alimentando na terrível solidão do mundo,
como quem junta uns gravetos e tenta acendê-los contra o vento?
Ah, Como os fizeste arder, fulgir,
com o milagre das tuas mãos.

E é, ainda, a vida
que transfigura das tuas mãos nodosas...
essa chama de vida — que transcende a própria vida...
e que os Anjos, um dia, chamarão de alma...

(Mario Quintana)




terça-feira, 5 de agosto de 2014

O Pra Sempre Sempre Acaba


E nasceram no mesmo hospital,estudaram juntos nas
mesmas escolas, brincaram no mesmo clube, tinham vários amigos em comum. 


Cresceram, e se deram conta do quanto tinham em comum, namoraram, fizeram planos juntos para o futuro, foram felizes para sempre...

... Mas o pra sempre, sempre acaba.

E nunca mais foram vistos juntos!

 



quarta-feira, 2 de julho de 2014

Tua Carne Nua e Crua

Tua carne nua e crua eu como
E tomo o teu suco, sugo tudo
E te chupo só pra ver você gozar
Azar de quem não quer ouvir
De quem não pode te sentir
De quem não pode gozar em ti
Aqui no corpo deste louco
Jorra o teu amor jocoso
Gozo de prazer que ferve como o fogo na fogueira
Eira e beira do teu corpo, perna, peito, coxa e rosto.
Foscos ficam teus olhos quando te vejo gozar...
Minha pele eu olho embaixo da tua unha
Que me arranha, corta, sangra e estanca 
É tanta manha que me arrepia
Sorria suada escorregadia, molhada, e a língua ainda falava.
Fala mais que eu estou muito excitado 
Amarrada na minha cama, de dia ela é uma dama
À noite é uma prostituta que me ama.
Clama a fama que eu carrego ereto até eu olhar certo
Credo que eu também prego, ponto G não é secreto
Certo é ser sempre discreto, duro, rijo e direto...

(Texto de Alex Gomes)