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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Dia dos namorados


Eu gosto do dia dos namorados, pois com ele celebramos o nosso amor e todos os detalhes dessa nossa paixão.
Gosto daquele amor que se recebe sem pedir, daquele carinho inesperado, verdadeiro... Do beijo romântico e que parece se eternizar no espaço, do abraço apertado, acorrentado no coração.
Gosto daquele olhar envergonhado e transparente, daquela mão sempre pronta pra me segurar, da respiração ofegantes e delirante de estar contigo.
Gosto das gargalhadas que vem da alma, exageradas, do soninho no teu colo, no meu ninho, do teu querer-me sempre, do teu mimo.
Gosto de saber que gostas de estar comigo, não importa a hora, nem o tempo, nem o lugar, só o que interessa é a minha presença, a minha pressa, minha festa.
Gosto de saber que te faço feliz, assim como tu me faz, que o teu futuro coincide com os meus sonhos, com o meu querer, que o teu sorriso vem de mim, e o meu de ti, que a nossa felicidade só depende agora de mim e de ti.
Eu gosto de ter-te outra vez comigo, de compartilhar contigo outras risadas, outros sonhos, de te conhecer de novo, de te reconhecer de novo, de te ter, de estar contigo, de ser tua.
Sim, eu gosto e como gosto, das tuas mudanças, do teu prumo, da tua versão melhorada, mais ainda encantada, mas sem perder a tua essência, o teu brilho único, sem perder o nosso amor, que me deixou sempre e me deixa tão apaixonada, no dia dos namorados e sempre.

sábado, 22 de maio de 2010

Minha maloca, meu castelo


Sou rainha em meu castelo, é o lugar onde ando sossegada em meio de conversas e o siso das crianças. Ninguém pode negar que meu reino é o da humildade e da abnegação, mas o retorno é maravilhoso.
Digo em alto e bom tom, "meu castelo", e ninguém ousa me contrariar, porque aqui todos são livres, não falta o pão, não falta o feijão, não falta a água, e as crianças seguem correndo, são super-heróis, mocinhos, e audazes cavaleiros, estou bem cuidado e guarnecida eles são os melhores, os mais valentes. Em nenhum castelo deste mundo se teve notícias de tanta bravura em um só lugar.
E o que dizer do príncipe, o mais belo e cortês, amado e invejado, tamanha sorte minha de ter neste castelo um príncipe quase encantado.
O rei de meu castelo é uma figura austera e tranquila como todo rei deve ser, discreto e ótimo ouvinte, todos querem ser ouvidos e amados por ele, mas esse amor é meu.
eu tenho um castelo, onde sou a rainha, tenho um rei e um príncipe, sou feliz e não me importo que o chamem de maloca.

domingo, 16 de maio de 2010

Estes suicidas que amamos


Estas amadas criatura que podem ser nossos pais (mães), irmãos (ãs), amigos (as), filhos (as), namorados (as) ou esposos (as). Mas que fazem parte de nossas vidas e de nosso cotidiano, e quando resolvem por algum motivo seja ele patológico ou emocional darem cabo de suas vidas também acabam um pouquinho com as nossas.
Pode às vezes não parecer nossa responsabilidade o suicídio gradativo de nossos entes amados, mas como ver alguém indo embora de nossa realidade à cada dia, à cada gole, à cada tragada, à cada noite louca e intensa?
Às vezes sonho que sou um anjo, e que apenas estendo a mão que é aceita sem relutância e consigo tirar daquele buraco imundo, da beira do precipício uma série de suicidas, que seguem em paz um caminho totalmente diferente do que já havia sido seguido antes, mas é apenas um sonho, um sonho bom.
Quisera apenas poder visualizar o motivo real de tantos suicidas, entender suas causas, ouvir a verdade, uma só vez. Nada de manipulação, nada de mentiras, apenas a verdade. E enfim, poder realmente estender a mão e tornar meu sonho real, e poder realmente salvar vidas sem medo de perdas sem suicidas, apenas as pessoas que amamos e que talvez nos amem, do seu jeito, mas nos amem.

O peso da idade

O que pesa como tempo na realidade, não é o tempo, é o que a sociedade nos atira por cima dos ombros.
Normalmente nos é exigido muito mais do que podemos oferecer e nos vemos encurralados em um labirinto de cobranças e ofensas.
Mas penso que para cobrar é necessário também deixar agir, deixar viver, deixar respirar.
Proteção demais sufoca, tanto quanto câmara de gás. E de mãos dadas com a proteção em excesso vem a cobrança e esta é uma união irritante e deprimente.
Vamos experimentar algo diferente, vamos deixar o tempo agir naturalmente, e amenizar este peso, vamos nos dar e dar aos outros o benefício da dúvida, vamos fazer esta experiência por dez anos, quem sabe até mais um pouco e voltar depois pra colher o que está sendo plantado agora. Eu já comecei, quem vem comigo?

Sentimentos


Meus sentimentos? Eles não podem ser avaliados em quantidade, nunca fui muito boa com números, isso não é segredo pra ninguém. Mas posso avaliá-los com qualidade, sempre fui boa em querer o melhor e oferece o melhor.
E existem os sentimentos em alerta, aqueles que modificam nossas vidas, que transformam nossa rotina.
Sendo assim, quando há o risco eminente de uma perda sentimental, então isso torna-se uma dor que parece queimar, que nos remete à beira da loucura, que nos deixa no limite do certo e do errado.
Desta maneira, a dor que não estava ao nosso lado ontem, hoje nos faz uma companhia inquietante, sendo realmente necessária uma atitude drástica que nem sempre é tomada. Talvez por medo?! Talvez por vergonha?! Talvez por falta de oportunidade?!
Não há como prever o resultado de bons sentimentos, no sentido de reciprocidade,, mas uma coisa é certa deitamos muito melhor nossa cabeça ao travesseiro quando sabemos que fizemos ou oferecemos o melhor.
Só podemos ter certeza de nossos próprios sentimentos, então posso dizer que os meus são os melhores que já tive nos últimos tempos.

terça-feira, 30 de março de 2010

Procuras inúteis


Durante muito tempo de minha vida eu segui meio como um fantasma pela vida em à procura de alguém ou algo que talvez nem exista realmente. Porque sempre falta algo, ou eu estou ficando muito complicada mesmo, mas isso já não dá pra saber.
A verdade é que eu não preciso de ninguém que me domine, preciso apenas que me complete, alguém cujo as chaves sirvam exatamente na minha fechadura. Tenho achado difícil encontrar a chave.
Agora já me parece distante o sonho de encontrar alguém que me diga que será capaz de matar e morrer por mim, até porque isso parece tanto com clichês baratos de filmes românticos. Mas se algum dia alguém pensou em colocar essas coisas nos filmes, deve ser porque ouviu alguém dizer, e se disseram deveria ser um sentimento lindo naquele momento, pois no cinema parece tudo tão perfeito. Então, com certeza, os cineastras devem ter se baseado em algo muito real pra poder fazer dar tão certo.
Mas não encontro realidade quando olho para os lados, tudo por aqui parece muito diferente. Ninguém disposto à matar e morrer por alguém, nada muito intenso por muito tempo.
Intensidade é um termo bonito de se ouvir, gostaria de viver algo intenso por uma eternidade, essa ideia faz meu sangue ferver no rosto, sinto um calor aprazível.
Vou deixar esse questionamento então, essas procuras todas são mesmo inúteis, foi mesmo perdido muito tempo buscando algo que não existe?
Estou aceitando contribuições!

domingo, 28 de março de 2010

O fósforo e a caixa


Existem mesmo relacionamentos tão cativantes. Por exemplo, esses dias ouvi um casal se referindo á si mesmos como "o fósforo e a caixa", em contado um com o outro sabemos bem o que acontece.
Então, por que alguns fósforos mantém-se acesos por mais tempo que outros? Será a maneira como seguramos e conduzimos o palito? Ou serão as origens diferenciadas de cada produto que fazem a diferença?
Relacionamentos devem ser a mesma coisa então, a direção que determinamos para alguns assuntos é que nos levam para o caminho mais longo ou mais curto. Claro que o jeitinho de cada um deve fazer bem a diferença, não é mesmo? E muito, porque com certeza nada se solididifica se não houver esforço mútuo.
E quando se deve soar o alarme de que as coisas estão saindo do controle? E quando se sabe que o envolvimento é tanto que virou apego, ou paixão, ou ainda pior, virou Amor? Nossa, quantas dúvidas, nenhuma resposta.
Mas o certo mesmo é ter coragem. Quero ver quem é corajoso o suficiente para demonstrar seu real sentimento, suas angústias, seus temores, seus sonhos. Olhar nos olhos e dizer "eu te amo" sem medo de parecer ridículo ou fraco. Eu admiro quem tem essa coragem, não dizer por dizer, mas expor um sentimento verdadeiro.
Isso é um relacionamento cativante, quando não há medos, apenas trocas mútuas de coragem.